Tiririca. O Obama brasileiro.

Em 2008, assistimos pelos noticiários um fenômeno que se espalhou pelas redes sociais e conquistou o mundo. Com seu carisma, promessas, cor negra e a reprovação dos últimos oito anos que o partido republicano esteve no poder com George W. Bush, Barack Obama ganhou os votos da maioria dos americanos, ou melhor, da maioria dos colégios eleitorais americanos. E foi além. Só se falava dele pelos sete cantos do mundo. Inclusive, no Brasil.

Dois anos após sua eleição e sem grandes mudanças no governo do Tio Sam, surge um fenômeno na política brasileira. É claro que se fala muito na despedida do homem que surpreendeu até o New York Times e na candidatura da imatura Dilma, do sem graça Serra e da verdura Marina. Aliás, nossos candidatos estão parecendo nossa seleção na Copa: chato de assistir. Aí, começamos a achar graça num palhaço falando sobre um assunto nada engraçado.

Tiririca, que ficou conhecido no País inteiro após o sucesso Florentina e pequenas participações em humorísticos da TV, se tornou um sucesso no horário político, no you tube, no twitter, na caixa de entrada dos e-mails, enfim, se transformou em um viral de dar inveja a muitos publicitários.

O palhaço sorridente que faz piada do atual cenário de engravatados do Brasil, na verdade, ri da cara daqueles que se divertem e prometem descontar todos os anos de corrupção que acabaram em pizzadas. Mas descontar em quem, cara pálida? Sou obrigado a concordar com aquele outro político que diz: pior do que tá, fica, sim.

Tiririca não está preparado para assumir o cargo de Deputado Federal assim como o Márcio Garcia não está para ser protagonista da novela das oito. Assim também como muitos candidatos não estão para a eleição e até reeleição.

Mas o palhaço é o ícone da precariedade e falta de respeito na política nacional e a falta de seriedade do povo. Tudo leva a crer que Tiririca será o Obama brasileiro: um sucesso na TV, na internet e nos números de votos. Infelizmente, sem a mesma competência e sabedoria sobre um assunto tão importante para uma nação.

Nessa piada, quem ri primeiro, chora depois.

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